segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Espelho, espelho meu! Existe alguém mais mutável do que eu?


"(...) após a colonização externa do mundo pelas tecnologias industriais e informacionais é agora o corpo que se transforma em objeto de intervenção." (LEMOS, 2003, p.7) 


Culturalmente associamos o termo ciborg a marcante representação de Robocop do clássico fílmico da década de 80.



"(...) o corpo da cibercultura é um corpo ampliado, transformado, refuncionalizado, a partir das possibilidades técnicas de introdução de micro-máquinas que podem auxiliar as diversas funções do organismo. (LEMOS, 2003, p. 7)

Na Copa do Mundo de 2014, muito se esperava da participação de um paraplégico, que trajando um exoesqueleto, se levantaria e se dirigiria ao meio do campo, dando o chute inicial. Um grande passo para todos aqueles que apoiam a luta pela causa, além dos pesquisadores e demais envolvidos na pesquisa, como o neurocientista Miguel Nicolelis.Muito diferente da cena que assistimos.

Contudo, na contemporaneidade este conceito se amplia, para muito além das possibilidades de próteses, fazendo emergir novas reconfigurações.

Façamos um teste.

1) Se olhe no espelho agora.
2) Tire todos os acessórios (óculos, brincos, aparelhos, lentes, piercings, etc.)
3) Retire toda maquiagem (Toda mesmo. Cara lavada!)
4) Deixe seu cabelo natural. (Se ainda for possível! rs)
5) Tire sutiã de bojo, salto alto, meia calça, calcinha que diminui a cintura, calcinha que aumenta o glúteo, nem pensar.

O que sobrou?

O que você vê?


Qual a transformação que você quer???
O que te interessa? 

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